Salvador, 14 de Dezembro de 2017

Pedro Brabo


Octaviano Gonçalves.

www.morronoticias.com (Agosto, 2013)

Em Morro do Chapéu, sabe-se pelo menos de duas personalidades que optaram por tornarem-se ermitões, passando a viver isoladas.  Não sei ao certo que fatos e razões as levaram a viver isoladamente numa toca de serras onde fixaram suas moradias, alimentando-se somente de caças e de vegetais que na época eram abundantes nas serras, tabuleiros e matas da região. O que se tem que entender e respeitar é que eles tiveram seus motivos para tal escolha, talvez por apego às coisas da natureza ou por terem se desiludido pelo tão conturbado comportamento humano.
As personalidades que me inspiraram a escrever este relato são Pedro Brabo e Zé de Virgílio, este de família tradicional da cidade de Morro do Chapéu e aquele de uma família do Povoado das Flores. O primeiro, eu  conheci pessoalmente, pois, ele vez por outra aparecia na Palmeira, lugar onde nasci e vivi a minha primeira infância, para pedir alimentos; 
Eu  vi Pedro Brabo algumas vezes, apesar do medo das crianças diante de uma pessoa com o seu perfil. Ele usava um crucifixo de couro, era falante e sabia discutir alguns assuntos com se fosse uma pessoa que vivia na civilização, tanto que não tinha papa na língua para falar mal de um chefe político da época. Vivia ele nas proximidades do Povoado das Flores, numa toca às margens do Rio do Ligeiro, bem próximo da Cachoeira do Agreste, local que se tornou um ponto de visitação, o qual eu tive a oportunidade de conhecer quando tomei a acertada iniciativa de conhecer aquela encantadora beleza natural, descendo por seu leito do rio até o local onde uma empresa francesa explorou a extração de diamantes. Durante esta visita admirei a beleza ao entorno da toca e refleti sobre o quanto ele se deleitou com o barulho daquela encantadora cachoeira na época de cheias. Soube que ele chegou a aposentar-se pelos programas sociais do governo federal, aparecendo na cidade para receber seus proventos e comprar todo em mantimentos e a carne somente levava fresca, pois, acostumou-se a comer sem sal, não se sabendo por quando ela durava, pois,era levada em uma grande quantidade. 

Pedro Brabo, cujo nome era Pedro Lino de Medeiros, nasceu em Mundo Novo em 08 de Agosto de 1909, veio para Morro do Chapéu atraído pelo garimpo de diamantes.   




 

  • Pedro Brabo (18 Agosto de 1909 -       )
  • Pedro Brabo e Galdino Cézar
  • Pedro Brabo e Antonio

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