Salvador, 19 de Fevereiro de 2018

Theotonio Marques Dourado Filho (Coronel Theosinho)

 (1884 – 12.10.1945)

          Theosinho, que nasceu em América Dourada, era filho de Theotonio Marques Dourado e Amélia da Silva Dourado. Foi proprietário da loja União em Morro do Chapéu, onde também possuía a fazenda Pau de Pilão, no distrito do Ventura.

Era um homem de muita personalidade e de muita coragem pessoal, apesar de não ser muito popular. Durante muito tempo ele foi um dos seguidores da corrente política de Dias Coelho.

Em 1912, J.J. Seabra, que era o presidente do Partido Republicano Conservador, assumiu o governo do estado. Aproximadamente nesse período, passa a despontar na política baiana, o jovem Ângelo Autran Dourado, que atuava como jornalista na Câmara Federal. Após se tornar deputado estadual, ele passa a conduzir a política de Morro do Chapéu.

Ocorre que o governador Seabra apresentou o referido deputado como presidente do diretório político de Morro do Chapéu, ficando o coronel. Dias Coelho em segundo lugar. Houve então um protesto liderado pelo coronel. Benta, visando reconhecer Dias Coelho como chefe supremo do município. Dias Coelho rompe com Ângelo Dourado e prestigia o senador Abrhan Cohin como representante do município.

Datam dessa época os primeiros estremecimentos entre o coronel Dias Coelho e a família Dourado, que após a morte de Herculano Galvão Dourado, que residia em América Dourada, passa a ser liderada pelo coronel Theotônio Marques Dourado, residente em Morro do Chapéu. 

Em 1914 ocorre uma  tentativa de emancipar o Ventura, com forte envolvimento da população local, conforme registrado nos documentos, representados pelo Abaixo Assinado de 09.08.1914 e pela Ata de 10.08.1914 do Conselho Municipal.

João Navarro Sampaio foi o principal aliado de Theosinho. O trabalho politico desenvolvido visava principalmente a emancipação  da Vila do Ventura.

Em 1920 Theosinho perde a eleição para o cargo de Intendente para Virginio Alves de Almeida. Em 1922 ele apoia a candidatura do professor Faustiniano Lopes Ribeiro,  que concorre com o capitão José Martins de Araújo. Ambos se declaram vencedores. O Senado Estadual reconhece a vitória de Faustiniano, cuja posse é garantida pela presença de um força policial, comandada pelo tenente Macedo.

Em novembro de 1925 nova eleição municipal entre o professor Faustiniano Lopes Ribeiro e Vicente Grassi. Diante de novo impasse, o Senado Estadual decide a favor de Vicente Grassi, apoiado pelo Coronel Benta e aprova a criação do município de Irecê.

Com a criação do município de Irecê, Theosinho, que havia sido presidente do Conselho Municipal de Morro do Chapéu, mudou-se para lá.

Em 1927 Theozinho foi eleito intendente de Irecê, assumindo em 01.01.1928. Pela reforma eleitoral de 1929, os intendentes passaram a serem denominados de prefeitos e tiveram seus mandatos prorrogados até 31.12.1931. Entretanto, em maio de 1931 ele voltou a morar em Morro do Chapéu. Sua casa ficava no local do atual prédio do INSS e sua loja ocupava o atual imóvel da Cesta do Povo.

Dois de seus filhos estudaram medicina: Otacílio Dourado que se estabeleceu em Morro do Chapéu, onde faleceu, e Mário Dourado que se estabeleceu em Irecê, onde se tornou prefeito, no período de 1946 a 1950.

O coronel Theozinho faleceu em 1945, na cidade de Miguel Calmon. O translado dos seus restos mortais, juntamente com os de sua esposa, para Irecê, representaria uma homenagem ao seu esforço pela criação do município

Comentários enviados

Lauro Adolfo da Silva Dourado
Lauro Adolfo da Silva Dourado em 03/10/2017 às 10:59:12 disse:

Correção: Não é Herculano Galvão Dourado e sim Herculano da Silva Dourado.

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