Salvador, 13 de Dezembro de 2017

Textos sobre Morro do Chapéu

Textos sobre Morro do Chapéu

A cerca de pedras da Boca da Madeira

Octaviano Gonçalves de Oliveira[i]

Quando menino, e ainda vivia na área rural, ia da Palmeira com minha família a cavalo para o povoado dos Brejões da Formosa, lugar para o qual era levado o gado no tempo que a caatinga estava verde. Íamos todos montados a cavalo por uma estrada pedestre que passava pelo Sítio, propriedade do casal Amado Rocha Montenegro e D. Abelina RIbeiro, cujo casal teve uma prole de 11 filhas e dois filhos homens. Era bom passar por lá porque aquela família sempre foi, e continua sendo, hospitaleira e todos dela muito simpáticos. E ali todos muito sorridentes, serviam-nos um saboroso café com beiju, além do que  tínhamos o prazer de ter a boa prosa das simpáticas moças e bonitas meninas com as quais até hoje tenho uma boa relação de amizade.

Para chegar na propriedade dessa conceituada família, atravessávamos uma vasta área de tabuleiros formada em parte por campos arenosos cobertos de vassourinhas e por capim natural e outras glebas, por uma vastidão de lajedos cobertos de vegetação composta por rompe-jibão, bromélias, canela-de-ema, umbú de cágados, de cambuizeiros de serra e azedos e outras plantas nativas e típicas daquela região e de toda a Chapada Diamantina. Pelas rochas ornamentais, cada uma delas com um formato diferente, corria água de coloração avermelhada formando espumas e produzindo sons distintos ao correr às vezes serenamente e em outras rapidamente, de acordo o percurso pela qual se deslocava.  Essa vastidão de terras comum a todos, que servia de pastagem para gado de muitas famílias, era compreendida por tabuleiros, capões e carrascos baixos. Aquele extenso campo aberto de léguas de tamanho ficava localizado depois da histórica Fazenda Gurgalha e a partir da propriedade Caranguejo do saudoso Joel Paraguassu, compreendendo as áreas denominadas Várzea da Porta e Boca da Madeira, desde a área próxima à antiga estrada de rodagem que ligava a sede do município ao povoado de Icó, até uma aguada perene chamada Rancho de Mateus. Essa fonte, possivelmente a principal nascente do Rio Salitre, fica no outro extremo ao poente e já bem próxima da Fazenda Cercado das famílias famílias Maia e Reis. Esses campos abertos sem casas, sem currais e nem cercas, serviram de atalho para Lampião fugir de um possível confronto com as temidas forças do Coronel Benta, ao optar o valente chefe do cangaço por não entrar na cidade e pernoitar naquela fazenda, de onde fez contato amistoso e respeitoso com chefe político da cidade através de mnsagens escritas, levadas e trazidas por mensageiros do lugar.

E é no meio do percurso em direção ao Sítio, próximo a uma área conhecida por Boca da Madeira e onde o rio já é mais pujante, que tem, ou tinha, uma cerca totalmente reta de pedras sobrepostas, cuja extensão perdia-se de vista, tendo parte dela sido derrubada para passar a referida estrada pedestre. Sobre essa obra rudimentar inacabada ninguém sabia dizer ao certo de onde vinha e para onde ia, e muito menos, qual era a sua real finalidade, se para dividir duas propriedades ou para cercar alguma área. Especulavam algumas pessoas mais velhas que ela foi levantada naquele ermo, possivelmente a mando doss primórdios donos da Fazenda Jacaré, somente para dar ocupação aos escravos e, não obstante, o seu objetivo ser desconhecido,  ela resistiu ao tempo e ficou para sempre como uma marca da escravatura em Morro do Chapéu. Curioso  é que até hoje as informações a seu respeito são imprecisas e desencontradas, podendo, talvez, ter alguma escritura antiga fazendo referência aquela preciosidade histórica, e é também instigante saber se essa lendária cerca já foi ou não estudada, pesquisada e documentada por algum historiador.

A meu ver, a ainda misteriosa cerca de pedras da Boca da Madeira, constitui-se um importante monumento histórico por retratar uma época longínqua dos primórdios fazendeiros donos de escravos, uma memória de um tempo quando Morro do Chapéu era fornecedor de gado para abastecer Salvador e todo o recôncavo baiano. E se não fosse o risco de depredação das riquezas minerais e vegetais daquelas paragens, tal como já aconteceu com outras áreas, seria interessante tornar aquele local em mais uma atração turística da nossa terra, por ser uma vasta área com muitas características e curiosidades, dada à sua rica flora, em razão do seu diversificado relevo constituído por grandes rochedos e pequenas serras e cortado por muitos riachos e córregos que correm no tempo das chuvas, período esse, quando é encontrada uma infinidade de flores e frutos silvestres, e em qualquer época, alguns poucos animais silvestres que restam, vez que a caça nesses limites parece ser praticada sem nenhum controle.

Para encerrar esse relato, tenho a dizer que quem não conhece a cerca de pedras da Boca da Madeira não pode dizer que conhece tudo de interessante e de curioso que tem Morro do Chapéu. Aquele lugar, como tantos outros da nossa terra, tem muito para ser visto e admirado, só não tem mais o café, a simpatia e a alegria espontânea daquela família, pois, todas as mocinhas simpáticas que perto dali nasceram e viveram, hoje senhoras, morando em outras regiões, a maioria delas bem distantes, que, por certo, não esqueceram o seu deslumbrante torrão natal.

Salvador, maio de 2015.              

 



[i] Aposentado e natural de Morro do Chapéu




O engenho da Palmeira

Octaviano Gonçalves de Oliveira[*]

A Fazenda Palmeira ao norte da cidade de Morro do Chapéu, a meu ver, teve o seu apogeu com o engenho puxado por bois que, levando em conta os que tem atualmente na região, era uma unidade bem grande.  Até o fim da década de 50, quando eu vivi lá a minha primeira infância, os seus brejos eram quase todos plantado de canaviais. Por isso, aquele lugar formado por propriedades da família Gonçalves, tinha aquele lendário engenho com três moendas de ferro com cerca de um metro de diâmentro cada uma, puxado por uma canga de bois que girava numa circunferência de cerca de mais de dez metros. A sua fornalha era composta de cinco a sete tachos fixos de cobre, não me lembro ao certo, mas, recordo-me bem que no primeiro e o maior deles cabia nove latas de vinte litros de garapa que, à medida que ia fervendo, era passada para os outros menores com uma concha feita com cuia presa a uma vara, até chegar ao último deles que era removível, no qual dava o ponto ao mel para ser retirado  e batido numa gamela para ser transformado em rapadura.

A fornalha era bem comprida e toda ela de alvenaria, cujo vão quadrado abaixo do nivel da superfície por onde era colocada a lenha em toras bem compridas, tinha mais profunidade que a minha altura da época. A sua chaminé era bem alta que parecia ser de uma fábrica, expedia uma densa e escura fumaça que subia no ar com o cheiro de rapadura, exalando o aroma de moagem sentido pelas pessoas que passavam na estrada. A cana que era também trazida de todas as propriedades circunvizinhas, desde a Jaboticaba até a Gurgalha, passando pelo Candeal, Barra, Cercado e Barreiras, era amontoada e formava altas pilhas a ser moida para produzir não apenas rapadura, mas também, mel e vinagre.

Para nós meninos, o tempo da moagem, que acontecia nos frios meses de julho e agosto, era uma festa. Nas estradas, dava-se o vai-e-vem constante de carros puxados por seis cangas de bois, trazendo cana e lenha para o engenho, cuja toada aguda e ininterrupta parecia combinar hamoniosamente com a melodia do canto dos pássaros dos quintais, pastagens, capoeiras e matas e com o badalar dos chocalhos das vacas. Além disso, a atividade da moagem era uma festa em si, cujo trabalho era iniciado na madrugrada e da minha cama bem aquecida eu ouvia não somente o inverno frio açoitando o telhado, escutava também o ruído do engenho acompanhado da cantoria e dos gritos dos moedores João Bonito e Pedro de Teotônio, gritando os bois pelos seus nomes. Além deles, trabalhavam no engenho Seu Benigno, o tacheiro, e Agnaldo, o batedor do mel, atividade final do processo da transformação do garapa em rapadura que depois de batida  era colocada em formas forradas de pano espalhadas por grandes e baixas mesas.

Naquele tempo, a Palmeira tinha uma escola estadual na qual estudavam as crianças da redondeza, tendo sido a professora Geni Reis a sua última docente, que foi a minha alfabetizadora. Como  prédio da escola era colada à casa onde nasci e o engenho ficava bem perto, o recreio nesse período via festa festa da criançada que corria para lá, a fim de comer puxa e a raspa da rapadura, quando não, tomar garapa (caldo) ou chupar cana para saciar a fome de alguns, uma realidade naquele tempo. Naquela época, a maior parte da rapadura era vendida nas feiras de Morro do Chapéu e da Varzea Nova ou era pegada por um caminhão  para longe e a outra comprada pela população dos arredores para ser usada como açúcar e em muitas situações e também para ser consumida com farinha para auxiliar nas refeições das famílias, haja vista o seu preço ser acessível às famílias mais pobres.

E por muito tempo, a região da Palmeira teve como atividades principais a criação de gado e a lavoura com o plantio de mandioca e feijão, alho e cana, sendo que estas últimas se tornaram deficitárias, optando os proprietários por plantar capim nas vazantes onde as cultivavam, sendo vendido o magestoso engenho para um agricultor de Utinga.  Anos atrás,  o  meu sobrinho Márcio Brito indo àquele município, foi visitar um engenho e surpreendeu-se quando o seu proprietário lhe mostrou a sua documentação e ele constatou que os seus vendedores foram os irmãos Fulgêncio e Salatiel Gonçalves (este meu pai e seu avô), da Fazenda Palmeira de Morro do Chapéu.

Sabendo do seu paradeiro, quem sabe eu possa ainda ir rever aquele velho engenho de tão boas recordações para mim, para a família Gonçalves e para toda gente da Palmeira, a fim de registrar por fotografia  e ter a imagem de algo que retrata a vida pregressa da nossa família, a memória do meu torrão natal e parte da história socio-econômica do nosso município, para assim, produzir mais um registro da rica cultura de Morro do Chapéu.

Salvador, abril de 2015.



[*] OCTAVIANO GONÇALVES DE OLIVEIRA é natural de Morro do Chapéu; economiário aposentado; bacharel em Filosofia e em Direito pela UCSAL; pós-graduado em Metodologia, Pesquisa e Extensão em Educação, pela UNEB.


Um caçador, sua cachorra e a morte

Octaviano Gonçalves de Oliveira[*]

A Fazenda Candeal, distante duas léguas a noroeste da cidade de Morro do Chapéu, foi uma das suas mais importantes propriedades rurais por ter se destacado na primeira metade do século passado como produtora da café. Seus antigos donos eram os conceituados senhores Climério e Onofre, este último, pai das então senhoritas Maria de Lourdes Coelho (Lourdes de Borêu), a minha educadora na 2ª série primária,  Francisquinha, Silvia e Aninha Coelho, esta, muito conhecida na cidade por ter sido escrivã eleitoral por muitos anos.

Ainda menino  meu pai me levou para conhecer aquela bonita fazenda quando ela já pertencia ao saudoso farmacêutico Tolentino Guimarães. Na sua antiga sede ainda tinha duas grandes casas com portas e janelas bem altas e largas e muito diferentes das atuais, residências essas rodeadas de cafezais e fruteiras. A grande extensão daquela propriedade chamava atenção, sendo a sua área formada por roças de café e pastagens, matas, tabuleiros e serras, cujos limites ao fundo não se sabia ao certo onde eram, se até ou além da Serra do Canto da Coruja, ou se alcançavam a Serra do Deus me Livre, ou seja, o seu extremo era bem distante da sua sede. No tempo quando o  gado era criado solto,  parte dela era de terrenos abertos com serras e capões, tabuleiros e carrascos, habitat de muitas espécies de caças como tatus, cotias, mocós, porcos do mato, caititus, zabelês, jacus, aracuãs, além de onças, que segundo dizem, ainda habitam aquela região.

               Os seus dois antigos proprietários citados, tinham um trabalhador descendente de escravos que por toda a sua vida trabalhou para as famílias daqueles senhores. Aquele trabalhador, que era conhecido por Mané Oim por ter os olhos pequenos, costumava caçar e algumas vezes ia sozinho tendo como companhia um cachorro, aventurando-se inclusive nas áreas perigosas já mencionadas, cujo acesso exigia muita coragem, vez que tinha que subir e descer serras, atravessar vastas áreas arenosas e romper faixas de terrenos com densa vegetação, além de lá ser um conhecido refúgio de onças.

               Quando era rapazote eu passava as férias escolares na roça. E numa daquelas férias quando meus pais já tinham se mudado da Palmeira para a Folha Branca, que limita com o Candeal, algumas vezes eu acompanhei meu irmão Paté, de saudosa memória, em caçadas de tatu naquela vasta área e pude sentir o quanto era tenebroso percorrer aquela região. Na primeira vez que fui caçar por lá, ao retornarmos bem cansados sem trazer nenhuma caça, antes de subirmos a serra que margeia a Folha Branca e o Candeal, fiquei perplexo quando o meu irmão apontou um areal e no seu centro um monte de pedra, dizendo-me que era a cova de Mané Oim, cuja história eu conhecia.

               Soube desse triste episódio da sua morte por minha professora que contou em sala de aula, que num certo dia aquele trabalhador saiu sozinho para caçar, tendo como companhia apenas uma cachorra.  Depois de passar um tempo fora do normal sem ele retornar, alguns homens saírem à sua procura naquela região meio deserta onde ele constumava ir. Quando eles chegaram próximo a um baixio com capões e aguadas, logo notaram que urubus sobrevoavam uma moita e escutaram em seguida o latido espaçado e cansado de um cachorro. Seguindo na direção, lá encontraram o corpo estendido debaixo de uma árvore e no entorno do local  pegadas das patas de uma onça próximas de onde ele estava morto. Tais marcas se tornaram evidências que a fera tentou atacá-lo e pelos sinais esse ataque não se consumou graças à cachorra que protegeu o seu dono e não o abandonou mesmo depois de morto. A sua  morte, segundo relato dos antepassados, deve ter sido causada pelo seu grande esforço para defender-se das investidas da felina selvagem.

Os homens ainda tentaram levar o seu corpo até o Candeal para ser sepultado, mas, desistiram logo na frente, devido ao mal cheiro face ao início de decomposição do cadáver. Diante de tal situação, decidiram enterrá-lo  à margem do caminho de vaqueiros que levava ao Candeal, cobrindo a sepultura de pedras da serra. Aquele lugar enigmático no qual eu me encontrava naquele dia, deixou-me surpreso e curioso por eu já ter ouvido falar naquele fatítico acontecimento. Contudo, o cenário não me deixou sobressaltado, pelo contrário,  transmitiu-me paz por constatar que depois de tanto tempos ainda tinha ali aquela sepultura arrodeada por serras e montes de todos os lados e localizada entre plantas de todas as espécies, num lugar embelezado por flores de todas as matrizes. Perplexo com o que via, concentrei-me de frente àquele no túmulo rústico ainda mantido depois de tantos anos, no qual jaziam os restos mortais de um homem simples e humilde. E ali estava uma sepultura como um marco de coragem de um sertanejo que sozinho enfrentou a morte naquele ermo, tendo somente a companhia da sua fiel e valente cachorra.

               Como tantas outras pessoas humildes, Mané Oim, a meu ver, é mais uma pensonagem histórica de Morro do Chapéu ainda esquecida, haja vista, que nunca vi a sua história sendo referida por quem escreve sobre os fatos e pessoas da nossa terra. Eu nem mesmo sei se o Correio do Sertão fez referência a esse fato, mesmo porque, esse fatítico acontecimento pode ter ocorrido antes da fundação do jornal, que sempre noticiou esse tipo de ocorrência. Quiçá, algum dia adiante, o nome desse homem simples  e de outros passe a fazer parte dos anais da história da nossa terra, que tem sido escrita por cenas e casos curiosos envolvendo caçadores, vaqueiros, garimpeiros e outras pessoas humildes, trabalhadores que no passado, tal como fez ele, contribuiram com força braçal e bravura para o desenvolvimento do município, que no início do século XX, economicamente se destacava mais pela extração de diamantes e carbonatos.

Salvador, abril de 2015  


UM FATO ACONTECIDO EM MORRO DO CHAPÉU 50 ANOS ATRÁS, NA APURAÇÃO DOS VOTOS DA ELEIÇÃO DE 1966.

O relato desse fato é um dos textos que consta no livro "MORRO DO CHAPÉU: Relatos sobre alguns dos seus aspectos, curiosidades e personalidades", que editei no ano passado.

Remotas lembranças do Golpe de 1964

Octaviano Gonçalves de Oliveira.

A vida humana, tal como uma nação, é constituída de três momentos que não são novidade para ninguém: o passado, o presente e o futuro. Algumas pessoas, dentre as quais eu me incluo, lembram-se com facilidade de acontecimentos distante no tempo. Tanto que me recordo bem de algumas passagens da minha época de criança e de adolescente, sendo que muitas das minhas reminiscências veem à minha mente quando alguns acontecimentos pretéritos voltam aos noticiários e tornam-se assuntos debatidos e comentados na atualidade.
Nesta semana um assunto tomou grande espaço na mídia nacional, o Golpe Militar de 1964. E os muitos programas, as diversas entrevistas alusivas ao cinquentenário do movimento também conhecido como Revolução de 1964, fizeram-me lembrar do que aconteceu comigo em torno daquele período negro da história do Brasil. Até acontecer o golpe militar, os momentos pré-revolucionários foram também bem tensos e nas pequenas cidades do interior onde a consciência política era limitada à política local, a preocupação maior na época era com a perspectiva do país se tornar comunista, temor este pregado pela Igreja.
Quando aconteceu o Golpe Militar eu ainda era uma criança cursando o 5º ano primário no Grupo Escolar Coronel Dias Coelho de Morro do Chapéu, uma época que o único meio de comunicação no interior era o rádio e poucas eram as residências que tinham um aparelho, e os poucos que tinha eram utilizados pelas famílias mais para ouvir jogos de futebol e novelas como “Jerônimo” e “O Direito de Nascer”. Eu desde aquela época me interessava por assuntos nacionais, tanto assim, ia ouvir a Voz do Brasil com meus saudosos tios Fulgêncio e Mina, porque na nossa casa não tinha rádio. Além disso, costumava ler velhos números da revista semanal O Cruzeiro, focando meu interesse nas páginas políticas e nunca nos assuntos policiais, algo impossível de acontecer na atualidade, pois a política atual anda lado a lado com o crime e exemplo maior é o fato de parte cúpula do partido no poder, ter sido condenada e achar-se presa. 
E não me esqueço dos discursos inflamados e eloquentes de Brizola e do Presidente João Goulart defendendo as reformas sociais, que a maioria da população dizia ser em defesa do comunismo. Mas, por outro lado, não olvido que todo domingo ia à missa e lá ouvia as pregações alardeando temor de um possível risco do Brasil tornar-se um país comunista, opinião esta assimilada por quase a totalidade das famílias. Naquele contexto, raras foram pessoas que saíram em defesa do regime stalinista, exceção feita aos cidadãos Amado Rocha Montenegro e Joel Ribeiro Paraguassu, este um coletor federal e aquele um lavrador pai de uma família numerosa, cujos filhos e netos são todas pessoas que buscaram e alcançaram sucesso na vida.
No meu caso, sou uma pessoa que não passou ilesa aos efeitos da atuação das forças militares da Revolução de 64. Isso aconteceu porque, deu-se um fato histórico que nem sei se está registrado nos anais da história de Morro do Chapéu, que foi o destacamento de um pequeno pelotão do Exército formado por Jeeps e caminhões, soldados e armamentos, para acompanhar as eleições municipais de 1966, cuja disputa se deu entre Lourival (Lourito) Guimarães Cunegundes e Odilon (Odi) Gomes da Rocha, vencida por este que governou município de 1967 a 1971. A presença do Exército em nossa cidade foi algo que causou grande impacto em todos, principalmente nos jovens, não só pela novidade que foi a ida do batalhão à nossa terra, mas, pela apreensão causada à população ao presenciar soldados armados de fuzis protegendo as unas eleitorais que foram depositadas no Teatro Odilon Costa à espera do Juiz Eleitoral de Irecê para serem abertas, porque a Zona Eleitoral de Morro do Chapéu naquele ano estava sem Juiz, tendo que aguardar a apuração daquele município ser concluída.
E o que aconteceu comigo que me marcou tanto? Vamos ao fato. Quando o dinâmico juiz Dr. Expedito Teixeira deu início à apuração, o eco que se ouvia no salão da Minerva era ele lendo alto o nome do candidato votado na cédula eleitoral que o próprio abria. E o som predominante no silêncio daquele ambiente, rigorosamente controlado pelos soldados do Exército, era somente: Odilon ou Lourival. E silenciosamente as pessoas faziam um risco num pedaço de papel qualquer para anotar cada voto anunciado, para chegarem ao resultado de cada urna aberta, antes da contagem ser oficializada pelo Juiz Eleitoral.


E a ânsia de saber previamente o resultado de uma determinada urna, fez-me dirigir a uma pessoa ao lado, falando relativamente baixo, para saber dela um resultado lido que não tinha entendido bem. Foi aí que um soldado, de modo áspero e de forma extremamente autoritária, ordenou-me que eu saísse imediatamente do local. Imagina qual foi o meu constrangimento, um adolescente tímido de 16 anos, sendo repreendido e expulso do ambiente por um soldado do Exército, num período no qual os militares tinham direitos superiores aos dos cidadãos comuns. Fora desse acontecimento, recordo muito bem, da época de estudante em Salvador, quando soldados das Forças Armadas policiavam em fila as ruas, principalmente em grandes eventos como na comemoração do título de miss universo da baiana Marta Vasconcelos em 1969, na conquista do tricampeonato mundial de futebol em 1970 e nos carnavais de quase todo o tempo sob a vigência do Governo Militar. 
Concluo que, não obstante todo o meu constrangimento e o meu medo, esses foram momentos marcantes na minha vida. Mesmo assim, defendo também a tese que toda nação deve tirar proveito de fatos da sua trajetória histórica para construir um futuro mais promissor para o seu povo, devendo desconfiar sempre dos paladinos da verdade que têm uma prática bem distante dos seus discursos preferidos no passado em defesa da moralidade e de condutas de honestidade. 
Morro do Chapéu, que na época tinha ainda menos expressão política da que tem hoje em dia, sofreu poucas consequências da Revolução de 64 e o único fato que teve interferência direta na vida dos morrenses foi a presença das forças armadas nas eleições municipais de 1966, fato do qual sou uma das testemunhas oculares.

Salvador, abril de 2014.

 


[*] Natural de Morro do Chapéu, economiário aposentado, Bacharel em Filosofia e Direito e Pós-graduado em Metodologia, Pesquisa e Extensão em Educação


PRESENTE E PASSADO  (Octaviano Gonçalves Oliveira)


A antiga Rua D Pedro II, uma das mais importantes de Morro do Chapéu, antes toda gramada tinha o famoso pé de tamarindo, que devia ter sido conservado, espaço onde os meninos jogavam bola com as traves marcadas de pedras ou por sapatos e sandálias, conhecida popularmente por Rua de João Gomes ou Rua do Correio do Sertão e hoje, parte da Av Dias Coelho, a via pública atualmente toda com calçamento, canteiros e outras árvores menos nobres, a principal entrada da cidade.



   
Octaviano Oliveira
21 de dezembro às 16:33
 
COISAS DO MORRO 

A Fonte do Pó-Só em dois momentos: 

TEMPOS ATRÁS, uma fonte de água límpida, com três bicas jorrando água intermitentemente, atrás com uma reserva de mata fechada onde ninguém conseguia entrar; uma lavanderia onde as senhoras lavavam roupa (foto) e a estendiam em coradouros de grama bem verdejante ;


NA ATUALIDADE: tudo danificado, não tem mais a lavanderia e muitos menos os coradouros ao seu redor; não tem mais as bicas e nem mais água limpa, restando um pequeno pedaço da mata (foto) como recordação de um lugar que era tão aprazível e muito visitado em tempos passados. 
LAMENTO: Ah como nós humanos somos cruéis com a natureza ao não respeitar as coisas belas e úteis do meio ambiente.



  
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
14 de dezembro às 12:09
 
ALGO MUITO GRATIFICANTE

Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros, por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!


 
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
14 de dezembro às 12:09
 
ALGO MUITO GRATIFICANTE

Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros, por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!
 
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
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Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros, por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!
 
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
14 de dezembro às 12:09
 
ALGO MUITO GRATIFICANTE

Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros, por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!
 
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
14 de dezembro às 12:09
 
ALGO MUITO GRATIFICANTE

Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros, por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!
 
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
14 de dezembro às 12:09
 
ALGO MUITO GRATIFICANTE

Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros, por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!
 
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
14 de dezembro às 12:09
 
ALGO MUITO GRATIFICANTE

Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros, por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!
 
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
14 de dezembro às 12:09
 
ALGO MUITO GRATIFICANTE

Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros, por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!





 
 
Octaviano Oliveira publicou no grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU.
 
   
Octaviano Oliveira
26 de abril às 10:03
 
TERRA DAS FRUTAS 

Morro do Chapéu já foi denominado de Cidade das Flores, mas, essa vocação não aproveitada, chamada de Cidade dos Discos Voadores, ficou conhecida com o lugar das Cachoeiras e das grutas, continua sendo denominada de Cidade do Frio. E na atualidade pode ser nomeada de TERRA DAS FRUTAS, depois da grande produção de morango e ao despontar como produtora de uvas, maçã e pêssego. É a terra onde se plantando tudo dá por contar com um clima diferenciado.
   
Octaviano Oliveira
14 de dezembro às 12:09
 




ALGO MUITO GRATIFICANTE          Octaviano Gonçalves   Oliveira

Sempre que surge oportunidade, eu convido morrenses ou pessoas que residem em Morro do Chapéu, para participarem deste grupo que já conta com 2.840 membros e cada vez que tenho oportunidade de incluir mais uma pessoa eu fico gratificado, com o que o grupo GENTE DE MORRO DO CHAPEU fica cada vez maior.

Contudo, hoje essa satisfação se deu em dobro. Primeiro, porque fui eu quem foi convidado e quando eu aceitei a amizade dessa pessoa, ela imediatamente me perguntou se eu tinha sido Presidente da ASFAM; segundo, por ela ter me dito que era grata a mim por ter dado através da ASFAM a oportunidade para ela receber uma premiação por um texto de sua autoria ter ganhado um concurso lançado por aquela conceituada Associação. Saiba Márcia Izabel, que um dia dois ou três anos atrás, seu pai me encontrou aí em Morro do Chapéuna e eu não o conheci, mas ele me reconheceu e também me agradeceu muito o apoio que a ASFAM deu à sua filha, ou seja, você.

A gratidão da conterrânea Márcia Izabel me comoveu, ela que na época era ainda uma menina-moça, escreveu um texto que ganhou um concurso literário naquela oportunidade. Pelo que ela me passou, faltou-lhe maturidade para aproveitar o seu dom de escrever e continuar elaborando textos. E eu acrescento e digo-lhe que o que deve ter faltado-lhe foi apoio de órgãos públicos e entidades civis para incentivá-la a continuar acreditando no seu sonho de tornar-se uma escritora.

Aproveito este espaço público e esta oportunidade para dizer à ainda jovem Márcia Izabel, para não desistir desse sonho e não abandonar esse seu objetivo, haja vista, já ter a maturidade da qual você diz agora ter lhe fez faltado antes. Para tanto, procure a Secretaria Municipal de Educação e outros órgãos públicos, como também, entidades que possam apoiá-la nesse seu louvável objetivo, porque a terra que se tirnou destaque nacional com o Programa Nota 10, não pode deixar passar ao largo e desconhecer talentos como você e tantos outros ainda obscuros,
   
Octaviano Oliveira
26 de abril às 10:03
 
TERRA DAS FRUTAS 

Morro do Chapéu já foi denominado de Cidade das Flores, mas, essa vocação não aproveitada, chamada de Cidade dos Discos Voadores, ficou conhecida com o lugar das Cachoeiras e das grutas, continua sendo denominada de Cidade do Frio. E na atualidade pode ser nomeada de TERRA DAS FRUTAS, depois da grande produção de morango e ao despontar como produtora de uvas, maçã e pêssego. É a terra onde se plantando tudo dá por contar com um clima diferenciado.
 por falta de apoio e de espaço para mostrarem os seus potenciais e desenvolverem as suas vocações.

Um abraço prezada conterrãnea Márcia Izabel e continue acreditando em você!

Prof Manoel Pedro Texo de Octaviano Oliveira
   
Octaviano Oliveira
11 de junho às 17:06
 
Professor Manoel Pedro 

Faz hoje cinco anos do falecimento do Professor MANOEL PEDRO DA SILVA FILHO. Ele era natural de Senhor do Bonfim, tendo exercido a honrosa e árdua atividade de professor de francês e de inglês e também ocupou o cargo de Secretário do Colégio Nossa Senhora da Graça por mais de 50 anos. Foi ainda Presidente da Sociedade Filarmônica Minerva e exerceu o cargo de Secretário Municipal de Administração em quatro gestões. Pelos honrosos serviços prestados à nossa terra, foi-lhe concedido o título de Cidadão de Morro do Chapéu, cidade que ele tinha como sua.


Faz hoje cinco anos do falecimento do Professor MANOEL PEDRO DA SILVA FILHO....

Comentários enviados

Octaviano Gonçalves de Oliveira
Octaviano Gonçalves de Oliveira em 23/04/2015 às 16:58:42 disse:

Dourado, meu agradecimento por terem sido incluídos alguns dos meus escritos sobre minha terra no seu livro sobre Morro do Chapéu.

Iara Maciel
Iara Maciel em 15/02/2016 às 23:55:35 disse:

Boa noite. Pesquiso a um tempo e não consigo localizar a origem do apelido da tão famosa Rua do Fogo no Morro do Chapéu. Poderia me esclarecer? Ficaria muito feliz. Desde já agradeço.

Roberval Modesto de souza
Roberval Modesto de souza em 08/02/2017 às 12:35:29 disse:

Sou filho de Oswaldo Modesto de Souza, natural do Morro do Chapéu. Gostaria de contatar pessoas que tenham conhecido meu avô, Joaquim Modesto. Parece-me que ele tinha algo relacionado com o Coronel Antônio de Benta. Outros parentes são meus tios, Dante Modesto e Dona Guilhermina. Abraços

Roberval Modesto de Souza
Roberval Modesto de Souza em 23/03/2017 às 10:51:51 disse:

Consegui me lembrar que dentre os irmãos de meu pai e que tive a chance de conhecer, pois chegaram a morar próximo de nós, mas em Taguatinga, cidade satélite de Brasília. São eles: Dante e Délio Modesto. Ambos deixaram vários filhos. Caso consiga contato com eles, comunicarei. Abraços

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